25 25UTC novembro 25UTC 2009 · 1 Comentário

// Pra quem trabalha
Acredito que o começa na hora em que vamos dormir. Aí, após muitos acontecimentos – que nem sempre lembramos -, acordamos. Utilizamos algum meio de transporte para chegar ao lugar de destino e ficamos lá até a hora do almoço. Oh! Que hora tão esperada… Só não é mais do que a hora de ir embora. E então saímos para almoçar. Discutimos, concordamos, filosofamos e aí partimos para o lugar escolhido. Para alguns, pouco importa qual a refeição, para outros elas se tornam “o momento”. Pronto. De barriga cheia, voltamos ao trabalho (por que NUNCA pra casa?). Começa então a segunda etapa do nosso dia, mais curta, menos tensa. E mais uma espera: a hora de ir embora. Quando notamos ela já chegou… e vamos. Chegamos em casa e, indepentende do que será feito, será indiferente pelo fato que o destino é começar um novo dia, ou seja, dormir.
Isso acontece segunda, terça, quarta, quinta, sexta e o que mais esperamos é o final da semana, mas apenas para tapear nossos pensamentos, acreditando que somos livres quando, na verdade, tudo o que teremos é uma nova(?) semana, de dias iguais (?).
Fico com muita saudade do meu amor!
// Pra quem não trabalha
Que dia é hoje?
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15 15UTC novembro 15UTC 2009 · 1 Comentário

Primeiro gostaria de deixar bem claro que a melhor crítica que poderia ser escrita sobre este filme seria feita por Carol Thomé. Mas como muitas vezes enxergamos as coisas de forma diferente, graças a Deus, seguirei com minhas sensações e conclusões sobre este filme, visto no fim de semana passado.
Tom e Summer. Esses são os personagens principais, escolhidos para representar – mais uma vez no mundo do cinema – uma história de amor. Sabe quando você se apaixona por uma pessoa que não se apaixona por você? O filme pode ser sobre isso mas, pra mim não. Acredito que a trajetória dos dois personagens são (des)necessárias a qualquer pessoa. Penso que, no caso do Tom, seria um dever de Deus poupar-lhe dessa. Não por ser o cara, mas pelo que ele passa. Cego de amor, não consegue enxergar os momentos ruins do relacionamento que, para Summer, não eram momentos ruins… eram apenas novos/velhos momentos interessantes que passamos com uma outra/qualquer pessoa.
Ela não conhecia o amor, ele sim. Talvez isto que estrague tudo. O amor só deveria conversar com amor e não com a ausência dele, o que muitas vezes se faz necessário para aprendermos o verdadeiro valor, do amor.
Falar sobre este filme, este caso, estas sensações ou conclusões podem render um post sem fim. Sendo assim, não deixe de ver pois vale a pena. Arrisc0-me a dizer que foi a primeira vez em minha vida que assisto alguém desejando felicidade, ainda que não seja ao seu lado. Ponto para o Tom.
E ah! É claro que ele ia conhecer, depois da Summer, a Autumn… pois a vida segue.
> Destaque para fotografia e luz do filme, além da ótima forma de narrar os 500 dias, quase como um “shuffle“ dos momentos que passaram juntos, ou não.
(500) DIAS COM ELA ((500) Days of Summer, EUA, 2009) Direção:Marc Webb Roteiro: Scott Neustadter e Michael H. Weber Elenco: Joseph Gordon-Levitt, Zooey Deschanel, Geoffrey Arend, Clark Gregg Duração:95 min
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15 15UTC novembro 15UTC 2009 · 2 Comentários

Esses dias tive a oportunidade de ouvir o tão esperado disco de estreia da banda californiana “Them Crooked Vultures“, que tem como integrantes o batera Dave Grohl (Foo Fighters, Nirvana…), o vocalista e guitarista Josh Homme (Queens of the Stone Age) e o baixista e tecladista John Paul Jones (Led Zeppelin).
Acredito que minhas primeiras impressões tenham sido afetadas pelo fato de ouvir o disco logo pela manhã, a caminho da agência. É porrada! Riffs matadores e nada de melodia derretida diante dos nossos olhos (e ouvidos). Muita coisa quebrada e NADA, absolutamente nada de momentos para fazer a massa pular. Eu esperava algo transformador. Confesso que fiquei na mesma após ouvir o disco, faixa a faixa. Não me comoveu. É claro que meu lado músico ficou embasbacado com a qualidade técnica e acabamento, impecáveis. Som de batera? Nada parecido desde os tempos de John Bonham que, pra mim, tirou o melhor do instrumento, no rock. Outro fato é que, na minha opinião, uma banda como essa não deveria trazer um vocalista com voz facilmente reconhecida pelo seu trabalho anterior. O Josh poderia muito bem emprestar seu lado de produtor e guitarrista apenas, o que já seria uma grande contribuição. Mas falo isso pois é inevitável pensar em “Queens of the stone age” ao ouvir o som dos caras.
Sendo assim, me resta apenas analisá-los ao contrário do que eu gostaria, que seria curtí-los. Digo isso porque as composições não engatam, sabe? Elas ficam sempre no quase, permeadas por uns “Caralho!”. Ou seja, muito bom mas pra quem não tem coração.
Um lado bom do rock, pra quando a gente é mais moleque!
Eu pensava que o disco seria assim: Elephants (Studio) – ASSISTA!
… mas, pra mim, não foi.
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(Ato 1) O pensar
Desde que o ser humano existe, acredito eu, ele é capaz de inventar. Inventos estes que podem servir para o bem e para o mal. Cito dois: a teoria da relatividade e a verdade. Parando para refletir melhor sobre o assunto e concordando que essas duas últimas existam, pode-se perceber que, com elas em prática, estamos em um caminho sem volta ou, ao mesmo tempo, teríamos motivos de sobra para nada (ou tudo) valer a pena.
(Ato 1) O inventar.
Poderia inventar que você, neste momento, está procurando entender sobre do que se trata este texto ou até mesmo inventar que você não está aí, e sim vivendo aquela lembrança perdida no tempo, enquanto seus olhos apenas repousam sobre esta tela. Certo? Não. Pois o meu invento nunca será capaz de sintonizar o que realmente se passa dentro de você a partir do momento que não estou disposto a encarar a verdade e sim, a verdade que eu quero inventar. Logo, você não será capaz de provar o que realmente acontece. Nem tente…
(Ato 3) O separar
Após os inventos é inevitável que algo se quebre. Pessoas, intenções, vontades e o que mais o ser humano for capaz de inventar. Tudo há de se separar, pois nem sempre quem inventa está disposto a aceitar a verdade de quem recebe o invento. Também, que verdade é essa né? É relativa. Acredita quem quer, do jeito que bem entender…
Sempre que me deparo com o orgulho – que eu tenho e você também – fico imensamente triste ao perceber como o maldito é capaz de afastar pessoas. Afinal, é dele que falo… ou estaria inventando que não.
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29 29UTC outubro 29UTC 2009 · 2 Comentários

Um dia desses, a caminho de casa, me lembrei de um momento único da minha vida: o dia em que eu morri. Ou melhor, que eu ia morrer…
2005. íamos para Ibitipoca, uma pequena cidade no estado de Minas Gerais. Alguns músicos em uma van alugada e a missão de tocar muito rock n’ roll no alto da serra, a uma temperatura de uns 7ºC. A saída – do Rio de Janeiro – foi conturbada, atrasada e ao som de Brian Setzer Orchestra no DVD enquanto aguardávamos o resto da equipe. Saímos. Eu dormi.
Acordei quando faltavam mais ou menos uns 20 minutos para chegarmos ao local do show. A van havia quebrado. Um calor dos infernos e o freio, não funcionava. Para contribuir com a situação, a reta final começava com uma ladeira de 57º de inclinação e, ao invés de asfalto, paralelepípedos. Conseguiram ligar o carro só que, naquele instante, algo como eu nunca havia experimentado me aconteceu. Uma voz e uma certeza. A de que eu não deveria subir aquela ladeira, na van. Rá! Encrenquei, conturbei, incomodei e, apesar de todo o esforço do resto do pessoal, eu não conseguia entrar no carro para que pudéssemos seguir adianta. Eles foram, de carro, e eu a pé. Eles levaram 20 minutos, eu 1h40.
Cheguei lá em cima praticamente na hora do show. Vivo.
A pergunta que me faço até hoje é: Será que aconteceria algo com a van, caso eu estivesse dentro?
… ou algo, de fato, morreu naquele dia e eu ainda não percebi?
Trilha sonora: Deborah loves Rudy [ Dexter: Music from the Showtime Original Series ]
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É incrível a capacidade do ser-humano ao tentar de tudo, para ser menos. Essa foi uma das minhas conclusões após uns três dias de discussões com uma amiga sobre a “nova” Wanessa Camargo. Citada como “a única que conseguiu se destacar no meio de tantas outras, do mesmo estilo…”, fui levado a abrir uma discussão que começou com o silêncio, seguido de diversas micro-batalhas. Wanessa, na minha opinião, não tem nada a ver com isso e nem tem culpa também. Até porque ela denomina essa fase como “Meu momento”. Sei lá eu se é o que ela acha ter de melhor ou se pode ser uma escapada como o mais novo método #meujeitinho, de se sair bem após uma burrada. Sendo assim, afimo que idiotas somos nós que discutimos sobre a vida dos outros. Mas como isso é bem comum e a gente gosta, vamos lá:
Tudo começou quando a nova Britney/Beyoncé-brasileira se apresentava em um programa global, acompanhada de Ja Rule. Para início de conversa, não apoio nenhum tipo de artista que vem ao Brasil bancado por fontes suspeitas. Não sou a favor de bandido que paga de bom moço e vira ídolo de adolescente que tem como melhor banda de rock, o Fresno. Não agrego tais informações aos artistas citados mas é difícil não relacionar.
Wanessa bem criada, com recursos – e talento – suficientes para se destacar entre muitos artistas brasileiros (não só os do mesmo saco) se perde ao tentar se tornar representante de um estilo ícone do entretenimento atual, a cantora-dançarina-pelada-queTreme. Assim como as meninas a quem ela deve ter como referência, Wanessa canta muito bem porém de pelada (leia quente) não tem nada! Não é capaz de levantar um fio de cabelo do autor deste blog. Vamos lá, considerando que já estou velho o suficiente para me esquentar com qualquer coisa, Wanessinha deveria conseguir alguma coisa por aqui. Mas não. Apenas tenta nos enganar, conseguindo apenas proliferar o mal.
Pole dance em uma boate em SP foi o último motivo da discussão, onde eu acredito ter perdido a guerra. Me calei. Não tinha mais forças para gastar com alguém que acha interessante se posicionar de forma equivocada. Tanto no mastro quanto em sua carreira artística.
Wanessa, Ja Rule e Fresno, adoro vocês. Pelo simples fato de serem motivo de conversa.
Conclusão
Como disse Michael – e o @luimira também – segue o pensamento do dia: They don’t care abou us!
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O que significa revolução pra você?
Foi com essa pergunta que comecei o dia. Ao som de Revolution, da – infelizmente extinta – banda The Cult, ouvia Ian Astbury lançando palavras ao vento sobre como poderíamos definir a tal revolução. Penso que quando éramos mais jovens desejávamos mudar o mundo, quando talvez não fossemos capazes de entender que precisávamos é mudar a nós mesmos e, automaticamente, tudo mudaria à nossa volta.
Hoje, analiso cada história que conto e concluo que não posso reclamar da vida que tenho. Muita revolução foi feita. Na vida dos outros e na minha. Desde de muito novo não me importei com o início nem com o fim de cada pequena estrada caso e sim com o caminhar… ou quais destroços e alegrias eu seria capaz de provocar na vida de cada um e, de quebra, na minha. Sendo verdadeiro ou não. Ao mesmo tempo entendo que tais mudanças são relativas a tal ponto de não terem significado nada, revolução nenhuma. Poeticamente falando, a música havia revolucionado a minha vida e hoje percebo que sem ela, como era antes, nada mudou. Descubro novos caminhos ou invento novas certezas concluindo que, apenas o som da Gibson Les Paul é que não muda.
O mundo mudou. Não por nossas atitudes e sim pelo fato de não termos feito nada… até que a gente descubra o amor.
Carol, eu te amo.
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Existe um tipo de sexta-feria (que pode ser qualquer outro dia da semana) que, vira e mexe, insiste em aparecer. Este dia é aquele que você tanto espera e não chega. Ou melhor, quando chega te leva pra um outro lugar… diferente do que incialmente você gostaria de ir. Você o percebe enquanto caminha, espera, sorri ou ouve algo. Um novo caminho se abre à sua frente ou até mesmo aquele que você adoraria nunca ter conhecido.
Sons, sabores, lembranças, piadas – mesmo as mais engraçadas – parecem perder o habitual valor e ganhar uma nova importância. Desde que estejas disposto a explorar este novo (ou velho) ambiente. Foi com esse espírito, com esse clima de festa (!), que fui apresentado a uma nova parte de dentro da minha cabeça, ao som de Múm.
História
A banda foi formada em 1997 pelos membros fundadores Gunnar Örn Tynes e Örvar Þóreyjarson Smárason, que se juntaram um ano mais tarde às irmãs gêmeas e Gyða Kristín Anna Valtýsdóttir. De acordo com Kristin, o nome da banda não se era pra significar nada. Em 2002, depois da primeira turnê americana, Gyða deixou a banda para voltar a seus estudos em Reiquejavique. Logo após a saída de Gyða, Valtýsdóttir se chegou para cantar e Serena Tideman substituiu Gyða, no violoncelo, para uma turnê européia. Em seguida, entram Ólöf Arnalds e Hildur Guðnadóttir. No início de 2006, Kristín também deixou a banda, embora não tenha anunciado oficialmente até 23 de novembro daquele ano.
Apesar da partida de alguns dos seus membros, permaneceram como um coletivo de músicos. Seu quarto álbum, gravado em 2006, foi lançado em 24 de setembro de 2007, intitulado “Go, Go Smear the Poison Ivy”.
Em novembro de 2007, percorreram a costa leste dos Estados Unidos com o músico alemão, Hauschka. Retornaram na Primavera de 2008 com o mesmo set list. Ambas as excursões incluíam canções de seu último álbum, “Go, Go Smear the Poison Ivy”.
Em 27 de agosto de 2008 anunciaram em seu site oficial que “… o Múm está quieto, mas certamente trabalhando em seu novo álbum. Nenhuma data de lançamento foi prometida, mas a cada dia vai ficando mais próximo…” O Múm também lançou várias fotos durante o processo de gravação, em sua página do MySpace.
Em 22 de maio de 2009, durante um concerto em Burgos, Espanha, o Múm tocou músicas de seu próximo álbum, “Sing Along to Songs You Don’t Know”. O disco foi lançado através Gogoyoko, em 17 de agosto de 2009, e será oficialmente lançado em 24 de agosto de 2009, mas já vazou on-line.
Discografia
Ouça
http://www.myspace.com/mumtheband
http://www.mum.is
P.S.: Muse me levou para o futuro. Múm, para uma parte de dentro da minha cabeça.
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O artista plástico Vik Muniz montou neste domingo, 20, mosaicos de beijos com ajuda de 1,2 mil pessoas, no Ginásio Pascoal Thomeu, em Guarulhos. Neste momento, eu estava lá.
A proposta era bem simples. Retratar o momento do beijo (e/ou fazer uma referência à obra de Rodin) que ele, o artista, não pode dar em um de seus 5 amigos contaminados, antes de partirem. Vik foi mais uma vítima da ignorância de todos nós – seres incríveis – por volta dos anos 80 que, por não saber o que estava acontecendo, evitávamos o contato direto com as pessoas infectadas pelo vírus.
Explicando a ação:
Vik reuniu fotografias originais que mostram cenas de beijo entre casais homossexuais e heterossexuais. Há também um foto com um beijo entre mãe e filho e um autorretrato do artista, uma das marcas do Vik, conhecido por montagens com diferentes tipos de material, como arame e açúcar. Foram impressas em aproximadamente 600 recortes que, juntos, formariam a foto final.
Interpretação
É impressionante como o brasileiro é generoso e curte uma festa. É, porque era mais uma festa – para quem se inscreveu ou foi convidado – do que propriamente um momento de reflexão sobre a causa a qual estavam participando. Cito “festa” porque pra mim não era, e também pelo fato de perceber no artista um misto de nervosismo e ansiedade ao tentar fazer cada foto final, uma vez que no caos de controlar tanta gente alguns insistiam em não ficar parados, não alinhar sua peça ou até mesmo fazer silêncio. Tínhamos tias, tios, crianças, cadeirantes, o exército e quem mais quizesse participar. Já viu, né? Segundo o próprio artista, é mais fácil trabalhar com geleia do que gente… claro.
Eu, que tive na família um caso de HIV, ficava profundamente angustiado a cada vez que um ser-humano (!) que fazia parte do painel insistia em mexer sua imagem, levantava, batia palmas ou tentava ver o que estava acontecendo. Me lembrou muito aquelas aulas de Yoga ou meditação em que abrimos um olho para ver se todos estão de olhos fechados. Mas enfim, se tratava de muita gente e, como diz meu amigo Clemente Nascimento: “… juntou muita gente, vira bagunça!”. Ainda mais ao som de “Festa (Ivete Sangal0)” e “Festa no Apê (Latino)” nas caixas de som do ginásio.
Brasileiro não é disciplinado. Se fosse na Finlândia ou Coreia do Sul, a foto de Vik ficaria perfeita… mas tá valendo pois, o que é perfeito?!
> Aguardemos o dia 1º de Dezembro, dia internacional da luta contra AIDS, para ver o belíssimo trabalho que, tenho certeza, Vik Muniz nos apresentará.
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