
(Ato 1) O pensar
Desde que o ser humano existe, acredito eu, ele é capaz de inventar. Inventos estes que podem servir para o bem e para o mal. Cito dois: a teoria da relatividade e a verdade. Parando para refletir melhor sobre o assunto e concordando que essas duas últimas existam, pode-se perceber que, com elas em prática, estamos em um caminho sem volta ou, ao mesmo tempo, teríamos motivos de sobra para nada (ou tudo) valer a pena.
(Ato 1) O inventar.
Poderia inventar que você, neste momento, está procurando entender sobre do que se trata este texto ou até mesmo inventar que você não está aí, e sim vivendo aquela lembrança perdida no tempo, enquanto seus olhos apenas repousam sobre esta tela. Certo? Não. Pois o meu invento nunca será capaz de sintonizar o que realmente se passa dentro de você a partir do momento que não estou disposto a encarar a verdade e sim, a verdade que eu quero inventar. Logo, você não será capaz de provar o que realmente acontece. Nem tente…
(Ato 3) O separar
Após os inventos é inevitável que algo se quebre. Pessoas, intenções, vontades e o que mais o ser humano for capaz de inventar. Tudo há de se separar, pois nem sempre quem inventa está disposto a aceitar a verdade de quem recebe o invento. Também, que verdade é essa né? É relativa. Acredita quem quer, do jeito que bem entender…
Sempre que me deparo com o orgulho – que eu tenho e você também – fico imensamente triste ao perceber como o maldito é capaz de afastar pessoas. Afinal, é dele que falo… ou estaria inventando que não.

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